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Before / After Novel Adaptation
1102 words → 85 manga panels
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Original Novel Prose (Source Manuscript)
(CENÁRIO: Quarto simples e militar dentro de uma casa modesta em Aethelos. Cama estreita, pouca mobília, uma janela pequena. Luz da madrugada a entrar.) · Era mais um dia comum na rotina militar e disciplinada do Reino de Aethelos. Eli Cari saltou da cama antes mesmo do sol atingir o horizonte. · Eli Cari tem 17 anos. Eli Cari tem cabelo curto castanho-escuro um pouco despenteado. Eli Cari tem olhos dourados/âmbar. Eli Cari tem corpo atlético mas ainda não muito musculado. Eli Cari veste um fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve nos ombros e braços. · Os nervos e o entusiasmo estavam à flor da pele; faltavam apenas cinco dias para a Captação das Escolas, a porta para o reconhecimento que ele tanto ansiava. · Os seus poderes de Luz, herdados do lado Vindicari de sua linhagem Mista (Humano/Vindicari), tinham melhorado drasticamente. Eli Cari já conseguia envolver as mãos numa aura forte de luz dourada com um simples ato de vontade. A luz para Eli Cari não era apenas poder; era ordem, era a promessa de estabilidade que o reino representava. A Luz de Eli Cari aparece como uma aura fina e dourada, mais parecida com lâminas precisas do que com grandes explosões. · Eli Cari comeu apressadamente. Na saída, parou para dar o beijo de despedida em sua mãe. · A mãe de Eli Cari é uma mulher de meia-idade, cabelo castanho preso num coque simples, olhos cansados e cheios de preocupação. A mãe de Eli Cari veste roupa simples de casa. · “Amo-te, mãe.” · Ela segurou-o, o olhar carregado de preocupação. O seu pai, um homem que ela amava profundamente, tinha morrido num dos atentados terroristas que ocasionalmente abalavam a ordem de Aethelos—atos que o reino sempre atribuía aos remanescentes dos Noxianos ou a humanos revoltosos. “Tu vais conseguir, meu filho. Mas mantém a calma, está bem? E tem cuidado, Eli.” · Ele acenou, a promessa de prudência e a memória do pai impulsionando-o para a rua. · (CENÁRIO: Mercado movimentado de Aethelos durante a manhã. Bancas de fruta e legumes, pessoas a negociar, sol a iluminar as ruas de pedra.) · No meio do caminho para a sua área de treino, o caos sutil da rua chamou a atenção de Eli Cari, forçando-o a sair de sua concentração. Ele viu um jovem de vestes gastas, mas limpas, que se movia com uma velocidade e talento incríveis. · O ladrão das maçãs tem cabelo mais claro (castanho claro), visual ágil e leve, roupa simples e um pouco gasta mas limpa. O ladrão das maçãs move-se com velocidade absurda, quase como uma sombra. · O rapaz roubava maçãs de uma banca, rápido como uma sombra. O vendedor, distraído, nem se apercebia da diminuição de seu estoque. · Eli Cari parou. A Luz que ele cultivava ensinava a ordem, e ali estava o caos. Em vez de denunciar com gritos, ele teve uma ideia que misturava a disciplina Vindicari com a astúcia humana. Ele aproximou-se do vendedor. · “Bom dia, senhor. Não quer ver um truque de magia?” · O vendedor, entretido, riu. “Um truque? Vá lá, garoto. Se for bom, levas uma maçã.” · Eli Cari fez um floreio com a mão e escondeu a maçã que o vendedor lhe oferecera. A sua palma irradiava uma aura fraca de luz dourada, o suficiente para captar a atenção. · “Babuba!” disse Eli Cari, com um gesto dramático. · Então, ele apontou para a mochila gasta do jovem ladrão. “O truque, meu amigo, é que ela não desaparece. Ela se multiplica... lá!” · O vendedor, que tinha se divertido com o espetáculo, agarrou a mochila do rapaz. O jovem ladrão, que até então parecia uma sombra de tão furtivo, congelou. Em pânico gélido, tentou recuar, mas o vendedor já tinha aberto o fecho, e ali estavam, empilhadas, dezenas de maçãs roubadas. · “Ora, seu moleque! Pensei que era só um de vez em quando!” gritou o vendedor, agarrando-o. · Eli Cari observou a cena, sentindo uma pontada de satisfação ao ver a ordem restaurada. O ladrão, porém, livrou-se do aperto do vendedor com um movimento seco e voltou-se para Eli Cari, os olhos fixos em desafio. · “Eeeei! Que foi isso? Tu conseguiste me ver a roubar maçãs?” A voz era rouca. · “Claro que sim,” respondeu Eli Cari. “Se não tivesse visto, não teria feito o que fiz.” · “Incrível. És a primeira pessoa que me vê… Isso significa o quão tenho que treinar mais.” Ele parecia mais fascinado do que zangado. · “Roubar é o teu treino?” Eli Cari ergueu uma sobrancelha. “Isso é só triste.” · O ladrão deu um sorriso seco, cheio de dentes. “É o meu treino de velocidade. Ao contrário de ti, eu treino de verdade. Para sobreviver.” · “Eu também treino. Duro. Mas não assim.” · “Pfff. Acredito. Olha, só te digo uma coisa,” o ladrão estreitou os olhos. “Amanhã já não me vais conseguir ver a roubar maçãs.” · “Não te preocupes. Eu também não tenciono ir atrás de ti o tempo todo por um ladrãozeco de meia tigela.” · “Vais ver. Amanhã não me apanhas.” · “Olha,” disse Eli Cari, a voz perdendo a paciência. “Tu não precisas de roubar. Pela tua forma de vestir, não és um mendigo. É só estranho. E já agora, podes ir embora ou agora vais-me acompanhar?” · O ladrão deu um último olhar de desafio. “Fuiii.” E, tão rápido quanto uma sombra a desaparecer num beco, ele se foi, deixando Eli Cari com a maçã na mão e um desafio inesperado na mente. · (CENÁRIO: Floresta nos arredores de Aethelos. Árvores altas, luz do sol filtrada pelas folhas, chão coberto de folhas secas.) · A provocação do ladrão não distraiu Eli Cari, mas a inflamou. O ladrão era o caos que a Luz de Eli Cari precisava extinguir. · Eli Cari (cabelo curto castanho-escuro despenteado, olhos dourados/âmbar, fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve) seguiu para a floresta nos arredores de Aethelos. Ali, sozinho, ele concentrou-se: as suas mãos tornaram-se pura Luz branca e dourada, e ele passou horas a transformar essa aura em lâminas de energia, a cortar o ar e as árvores mortas em movimentos metódicos e precisos. · Só quando anoiteceu, e o esforço de manter o brilho da Luz se tornou insustentável, Eli Cari regressou a casa, exausto, mas determinado. A mãe esperava-o com o jantar e a mesma preocupação nos olhos. · “Faltam cinco dias para a Captação das Escolas,” disse Eli Cari, o entusiasmo a iluminar-lhe o rosto. Os olhos dourados de Eli Cari brilhavam. · A mãe pousou os talheres. “Tu vais conseguir. Mas mantém a calma, Eli, ok?” · Ele assentiu. A vitória não seria apenas sua. Seria a prova de que o sangue Misto podia ser o maior defensor da Ordem de Aethelos.
(CENÁRIO: Quarto simples e militar dentro de uma casa modesta em Aethelos. Cama estreita, pouca mobília, uma janela pequena. Luz da madrugada a entrar.)
Era mais um dia comum na rotina militar e disciplinada do Reino de Aethelos. Eli Cari saltou da cama antes mesmo do sol atingir o horizonte.
Eli Cari tem 17 anos. Eli Cari tem cabelo curto castanho-escuro um pouco despenteado. Eli Cari tem olhos dourados/âmbar. Eli Cari tem corpo atlético mas ainda não muito musculado. Eli Cari veste um fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve nos ombros e braços.
Os nervos e o entusiasmo estavam à flor da pele; faltavam apenas cinco dias para a Captação das Escolas, a porta para o reconhecimento que ele tanto ansiava.
Os seus poderes de Luz, herdados do lado Vindicari de sua linhagem Mista (Humano/Vindicari), tinham melhorado drasticamente. Eli Cari já conseguia envolver as mãos numa aura forte de luz dourada com um simples ato de vontade. A luz para Eli Cari não era apenas poder; era ordem, era a promessa de estabilidade que o reino representava. A Luz de Eli Cari aparece como uma aura fina e dourada, mais parecida com lâminas precisas do que com grandes explosões.
Eli Cari comeu apressadamente. Na saída, parou para dar o beijo de despedida em sua mãe.
A mãe de Eli Cari é uma mulher de meia-idade, cabelo castanho preso num coque simples, olhos cansados e cheios de preocupação. A mãe de Eli Cari veste roupa simples de casa.
“Amo-te, mãe.”
Ela segurou-o, o olhar carregado de preocupação. O seu pai, um homem que ela amava profundamente, tinha morrido num dos atentados terroristas que ocasionalmente abalavam a ordem de Aethelos—atos que o reino sempre atribuía aos remanescentes dos Noxianos ou a humanos revoltosos. “Tu vais conseguir, meu filho. Mas mantém a calma, está bem? E tem cuidado, Eli.”
Ele acenou, a promessa de prudência e a memória do pai impulsionando-o para a rua.
(CENÁRIO: Mercado movimentado de Aethelos durante a manhã. Bancas de fruta e legumes, pessoas a negociar, sol a iluminar as ruas de pedra.)
No meio do caminho para a sua área de treino, o caos sutil da rua chamou a atenção de Eli Cari, forçando-o a sair de sua concentração. Ele viu um jovem de vestes gastas, mas limpas, que se movia com uma velocidade e talento incríveis.
O ladrão das maçãs tem cabelo mais claro (castanho claro), visual ágil e leve, roupa simples e um pouco gasta mas limpa. O ladrão das maçãs move-se com velocidade absurda, quase como uma sombra.
O rapaz roubava maçãs de uma banca, rápido como uma sombra. O vendedor, distraído, nem se apercebia da diminuição de seu estoque.
Eli Cari parou. A Luz que ele cultivava ensinava a ordem, e ali estava o caos. Em vez de denunciar com gritos, ele teve uma ideia que misturava a disciplina Vindicari com a astúcia humana. Ele aproximou-se do vendedor.
“Bom dia, senhor. Não quer ver um truque de magia?”
O vendedor, entretido, riu. “Um truque? Vá lá, garoto. Se for bom, levas uma maçã.”
Eli Cari fez um floreio com a mão e escondeu a maçã que o vendedor lhe oferecera. A sua palma irradiava uma aura fraca de luz dourada, o suficiente para captar a atenção.
“Babuba!” disse Eli Cari, com um gesto dramático.
Então, ele apontou para a mochila gasta do jovem ladrão. “O truque, meu amigo, é que ela não desaparece. Ela se multiplica... lá!”
O vendedor, que tinha se divertido com o espetáculo, agarrou a mochila do rapaz. O jovem ladrão, que até então parecia uma sombra de tão furtivo, congelou. Em pânico gélido, tentou recuar, mas o vendedor já tinha aberto o fecho, e ali estavam, empilhadas, dezenas de maçãs roubadas.
“Ora, seu moleque! Pensei que era só um de vez em quando!” gritou o vendedor, agarrando-o.
Eli Cari observou a cena, sentindo uma pontada de satisfação ao ver a ordem restaurada. O ladrão, porém, livrou-se do aperto do vendedor com um movimento seco e voltou-se para Eli Cari, os olhos fixos em desafio.
“Eeeei! Que foi isso? Tu conseguiste me ver a roubar maçãs?” A voz era rouca.
“Claro que sim,” respondeu Eli Cari. “Se não tivesse visto, não teria feito o que fiz.”
“Incrível. És a primeira pessoa que me vê… Isso significa o quão tenho que treinar mais.” Ele parecia mais fascinado do que zangado.
“Roubar é o teu treino?” Eli Cari ergueu uma sobrancelha. “Isso é só triste.”
O ladrão deu um sorriso seco, cheio de dentes. “É o meu treino de velocidade. Ao contrário de ti, eu treino de verdade. Para sobreviver.”
“Eu também treino. Duro. Mas não assim.”
“Pfff. Acredito. Olha, só te digo uma coisa,” o ladrão estreitou os olhos. “Amanhã já não me vais conseguir ver a roubar maçãs.”
“Não te preocupes. Eu também não tenciono ir atrás de ti o tempo todo por um ladrãozeco de meia tigela.”
“Vais ver. Amanhã não me apanhas.”
“Olha,” disse Eli Cari, a voz perdendo a paciência. “Tu não precisas de roubar. Pela tua forma de vestir, não és um mendigo. É só estranho. E já agora, podes ir embora ou agora vais-me acompanhar?”
O ladrão deu um último olhar de desafio. “Fuiii.” E, tão rápido quanto uma sombra a desaparecer num beco, ele se foi, deixando Eli Cari com a maçã na mão e um desafio inesperado na mente.
(CENÁRIO: Floresta nos arredores de Aethelos. Árvores altas, luz do sol filtrada pelas folhas, chão coberto de folhas secas.)
A provocação do ladrão não distraiu Eli Cari, mas a inflamou. O ladrão era o caos que a Luz de Eli Cari precisava extinguir.
Eli Cari (cabelo curto castanho-escuro despenteado, olhos dourados/âmbar, fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve) seguiu para a floresta nos arredores de Aethelos. Ali, sozinho, ele concentrou-se: as suas mãos tornaram-se pura Luz branca e dourada, e ele passou horas a transformar essa aura em lâminas de energia, a cortar o ar e as árvores mortas em movimentos metódicos e precisos.
Só quando anoiteceu, e o esforço de manter o brilho da Luz se tornou insustentável, Eli Cari regressou a casa, exausto, mas determinado. A mãe esperava-o com o jantar e a mesma preocupação nos olhos.
“Faltam cinco dias para a Captação das Escolas,” disse Eli Cari, o entusiasmo a iluminar-lhe o rosto. Os olhos dourados de Eli Cari brilhavam.
A mãe pousou os talheres. “Tu vais conseguir. Mas mantém a calma, Eli, ok?”
Ele assentiu. A vitória não seria apenas sua. Seria a prova de que o sangue Misto podia ser o maior defensor da Ordem de Aethelos.
(CENÁRIO: Quarto simples e militar dentro de uma casa modesta em Aethelos. Cama estreita, pouca mobília, uma janela pequena. Luz da madrugada a entrar.) · Era mais um dia comum na rotina militar e disciplinada do Reino de Aethelos. Eli Cari saltou da cama antes mesmo do sol atingir o horizonte. · Eli Cari tem 17 anos. Eli Cari tem cabelo curto castanho-escuro um pouco despenteado. Eli Cari tem olhos dourados/âmbar. Eli Cari tem corpo atlético mas ainda não muito musculado. Eli Cari veste um fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve nos ombros e braços. · Os nervos e o entusiasmo estavam à flor da pele; faltavam apenas cinco dias para a Captação das Escolas, a porta para o reconhecimento que ele tanto ansiava. · Os seus poderes de Luz, herdados do lado Vindicari de sua linhagem Mista (Humano/Vindicari), tinham melhorado drasticamente. Eli Cari já conseguia envolver as mãos numa aura forte de luz dourada com um simples ato de vontade. A luz para Eli Cari não era apenas poder; era ordem, era a promessa de estabilidade que o reino representava. A Luz de Eli Cari aparece como uma aura fina e dourada, mais parecida com lâminas precisas do que com grandes explosões. · Eli Cari comeu apressadamente. Na saída, parou para dar o beijo de despedida em sua mãe. · A mãe de Eli Cari é uma mulher de meia-idade, cabelo castanho preso num coque simples, olhos cansados e cheios de preocupação. A mãe de Eli Cari veste roupa simples de casa. · “Amo-te, mãe.” · Ela segurou-o, o olhar carregado de preocupação. O seu pai, um homem que ela amava profundamente, tinha morrido num dos atentados terroristas que ocasionalmente abalavam a ordem de Aethelos—atos que o reino sempre atribuía aos remanescentes dos Noxianos ou a humanos revoltosos. “Tu vais conseguir, meu filho. Mas mantém a calma, está bem? E tem cuidado, Eli.” · Ele acenou, a promessa de prudência e a memória do pai impulsionando-o para a rua. · (CENÁRIO: Mercado movimentado de Aethelos durante a manhã. Bancas de fruta e legumes, pessoas a negociar, sol a iluminar as ruas de pedra.) · No meio do caminho para a sua área de treino, o caos sutil da rua chamou a atenção de Eli Cari, forçando-o a sair de sua concentração. Ele viu um jovem de vestes gastas, mas limpas, que se movia com uma velocidade e talento incríveis. · O ladrão das maçãs tem cabelo mais claro (castanho claro), visual ágil e leve, roupa simples e um pouco gasta mas limpa. O ladrão das maçãs move-se com velocidade absurda, quase como uma sombra. · O rapaz roubava maçãs de uma banca, rápido como uma sombra. O vendedor, distraído, nem se apercebia da diminuição de seu estoque. · Eli Cari parou. A Luz que ele cultivava ensinava a ordem, e ali estava o caos. Em vez de denunciar com gritos, ele teve uma ideia que misturava a disciplina Vindicari com a astúcia humana. Ele aproximou-se do vendedor. · “Bom dia, senhor. Não quer ver um truque de magia?” · O vendedor, entretido, riu. “Um truque? Vá lá, garoto. Se for bom, levas uma maçã.” · Eli Cari fez um floreio com a mão e escondeu a maçã que o vendedor lhe oferecera. A sua palma irradiava uma aura fraca de luz dourada, o suficiente para captar a atenção. · “Babuba!” disse Eli Cari, com um gesto dramático. · Então, ele apontou para a mochila gasta do jovem ladrão. “O truque, meu amigo, é que ela não desaparece. Ela se multiplica... lá!” · O vendedor, que tinha se divertido com o espetáculo, agarrou a mochila do rapaz. O jovem ladrão, que até então parecia uma sombra de tão furtivo, congelou. Em pânico gélido, tentou recuar, mas o vendedor já tinha aberto o fecho, e ali estavam, empilhadas, dezenas de maçãs roubadas. · “Ora, seu moleque! Pensei que era só um de vez em quando!” gritou o vendedor, agarrando-o. · Eli Cari observou a cena, sentindo uma pontada de satisfação ao ver a ordem restaurada. O ladrão, porém, livrou-se do aperto do vendedor com um movimento seco e voltou-se para Eli Cari, os olhos fixos em desafio. · “Eeeei! Que foi isso? Tu conseguiste me ver a roubar maçãs?” A voz era rouca. · “Claro que sim,” respondeu Eli Cari. “Se não tivesse visto, não teria feito o que fiz.” · “Incrível. És a primeira pessoa que me vê… Isso significa o quão tenho que treinar mais.” Ele parecia mais fascinado do que zangado. · “Roubar é o teu treino?” Eli Cari ergueu uma sobrancelha. “Isso é só triste.” · O ladrão deu um sorriso seco, cheio de dentes. “É o meu treino de velocidade. Ao contrário de ti, eu treino de verdade. Para sobreviver.” · “Eu também treino. Duro. Mas não assim.” · “Pfff. Acredito. Olha, só te digo uma coisa,” o ladrão estreitou os olhos. “Amanhã já não me vais conseguir ver a roubar maçãs.” · “Não te preocupes. Eu também não tenciono ir atrás de ti o tempo todo por um ladrãozeco de meia tigela.” · “Vais ver. Amanhã não me apanhas.” · “Olha,” disse Eli Cari, a voz perdendo a paciência. “Tu não precisas de roubar. Pela tua forma de vestir, não és um mendigo. É só estranho. E já agora, podes ir embora ou agora vais-me acompanhar?” · O ladrão deu um último olhar de desafio. “Fuiii.” E, tão rápido quanto uma sombra a desaparecer num beco, ele se foi, deixando Eli Cari com a maçã na mão e um desafio inesperado na mente. · (CENÁRIO: Floresta nos arredores de Aethelos. Árvores altas, luz do sol filtrada pelas folhas, chão coberto de folhas secas.) · A provocação do ladrão não distraiu Eli Cari, mas a inflamou. O ladrão era o caos que a Luz de Eli Cari precisava extinguir. · Eli Cari (cabelo curto castanho-escuro despenteado, olhos dourados/âmbar, fato de treino cinzento com detalhes de armadura leve) seguiu para a floresta nos arredores de Aethelos. Ali, sozinho, ele concentrou-se: as suas mãos tornaram-se pura Luz branca e dourada, e ele passou horas a transformar essa aura em lâminas de energia, a cortar o ar e as árvores mortas em movimentos metódicos e precisos. · Só quando anoiteceu, e o esforço de manter o brilho da Luz se tornou insustentável, Eli Cari regressou a casa, exausto, mas determinado. A mãe esperava-o com o jantar e a mesma preocupação nos olhos. · “Faltam cinco dias para a Captação das Escolas,” disse Eli Cari, o entusiasmo a iluminar-lhe o rosto. Os olhos dourados de Eli Cari brilhavam. · A mãe pousou os talheres. “Tu vais conseguir. Mas mantém a calma, Eli, ok?” · Ele assentiu. A vitória não seria apenas sua. Seria a prova de que o sangue Misto podia ser o maior defensor da Ordem de Aethelos.
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